Minha foto
Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Visualizar meu perfil completo

Translate

Almas Tatuadas

Abrimos nossa caixa de Pandora...

Essa caixa não foi um presente de Zeus, mas construída cuidadosamente por nós. Durante anos de dedicação e anulação perante a vida, fomos pouco a pouco enchendo nossa caixa de lembranças, insucessos, alegrias, esperança, decepções, amores, vitórias, fracassos, vergonha, desistências, desejos, teimosia, saudade... Mantivemos tudo muito bem guardado, mas a rotina de guardar sentimentos se rompeu quando o inesperado não quis participar daquele jogo. E de repente, estávamos em meio a uma explosão de cores, sons, percepções. Foi o despertar. Como se nosso sangue estivesse mais vivo, como se nossos olhos enxergassem mais e os ouvidos escutassem todos os sons do mundo.
Estamos diferentes. E ver a vida com esse brilho nos tornou especiais, talvez um pouco invulneráveis, como se nada mais nos surpreendesse. Não há medo ou apreensão, só a certeza de que estamos aqui, e de que agora é pra valer!





"Abençoa a taça que quer transbordar para que dela emanem as douradas águas, levando a todos os lábios o reflexo da tua alegria."


Assim falava Zaratustra...


Yana em León, séc. XVII

Amazônia

Loading...

24/11/2009

A MAGIA DO AMULETO

"Uma obra prima escrita com alma e com a essência de um verdadeiro escritor romancista." – Rhaysa Kiltts



A MAGIA DO AMULETO
AUTORAS: Cristina Brandão e Márcia Figueiredo
EDITORA: Baraúna


Na Amazônia do século XVII uma aldeia construída por mulheres é invadida por conquistadores espanhóis.

Aprisionados, eles vêem seu destino entrelaçado ao das guerreiras.
Com a liberdade, seus antigos valores serão questionados e suas vidas sofrerão uma profunda mudança.

O tempo passará... Batalhas serão travadas, a morte se espalhará, culturas desaparecerão.

Mas o caminha da devastação perderá o sentido para quem se deixar envolver pela Magia do Amuleto.

O que senti ao ler A Magia do Amuleto:

Adorei o livro! Derramei lágrimas já no prólogo e só larguei quando terminei. Confesso que comecei a ler meio ressabiada, já que não curto muito romances ambientados aqui pelas paragens do Brasil , mas, confesso que, esse livro surpreendeu... Diferente de tudo que já devorei nos últimos anos!

Queridas Márcia e Cris, espero um dia criar coragem e sair da gaveta lançando um dos meus livros para que possa presenteá-las também e podermos trocar idéias de escritora para escritora.

Parabéns pelo belíssimo trabalho!

Beijão.

Rhaysa Kiltts.

P.S.: Ganhei esse belo exemplar das escritoras, que são minhas amigas, e posso dizer que tenho em mãos um primeiro livro, de uma primeira edição e autografado. Babem!

Se você quiser adquirir essa obra acesse os seguintes links e fale diretamente com as autoras:


www.romancesparasonhar.blogspot.com
www.surtadascomx.blogspot.com



15/11/2009

Tecelã dos Sonhos



Com o fio
dos momentos...
formo um novelo.
Transpassando-o na agulha no tempo,
desenho os resquícios nascidos do esquecimento,
no tear da alma...
Conspiro com a saudade,
e vai surgindo
uma tela de memórias
e sentimentos...
(borboletas transformando
palavras em versos)



Tecelã dos Sonhos

07/11/2009

Rudá



Rudá havia se deixado dominar pelo ódio, após a conversa que tivera com Caia. Então, dirigira-se com firmeza até Yana, agarrando seu braço...
- O que está fazendo, largue-me!
As sobrancelhas dele se arquearam, dando a seu rosto uma aparência demoníca.
- Cale-se e me obedeça! Venha comigo em silêncio...

28/10/2009

À Sangue e Fogo - Pablo Neruda


Não te quero senão porque te quero,
e de querer-te a não te querer chego,
e de esperar-te quando não te espero,
passa o meu coração do frio ao fogo.
Quero-te só porque a ti te quero,
Odeio-te sem fim e odiando te rogo,
e a medida do meu amor viajante,
é não te ver e amar-te,
como um cego.

Talvez consumirá a luz de Janeiro,
seu raio cruel, meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego,
nesta história só eu me morro,
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero amor,
a sangue e fogo.

19/10/2009

Isadora


  A escuridão da noite caía sobre o vilarejo de Feliz Lusitânia. Rodrigo se sentiu incomodado ante a perspectiva do confronto com o majestoso rio-mar, e o seu sono foi agitado, recheado de sonhos indecifráveis.  Algo lhe dizia que não deveria ter ficado ali. Olhando em volta, admirou o conforto do quarto, com cortinas que combinavam com os lençóis da cama onde dormira. Na parede ao lado, uma bela pintura retratava o corpo nu de uma mulher.  Num canto, sobre a mesa, uma jarra de porcelana pintada e uma bacia para se lavar. Em frente à cama, uma cômoda com um espelho apoiado sobre ela, e na cadeira a sua frente, um amontoado de roupas jogadas no frenesi do desejo. Que noite! Então ele se virou, e percebeu a pequena figura feminina que dormia com um sorriso nos lábios. Seus longos cabelos dourados se encaracolavam e cobriam parte dos seios fartos, e sua pele acetinada era um eterno convite ao deleite. Ele cobriu o rosto com as mãos e balançou a cabeça de um lado para o outro, tentando apagar da memória a fraqueza que tinha por aquela mulher, pois sempre que ia ali acabava em seus braços. Por fim, seus lábios se apertaram num sorriso debochado e silencioso, e ele levantou-se devagar para não acordá-la.

  -Psiiiiiiiiiiu!  Aonde o meu garanhão pensa que vai? - Isadora juntou suas mãos em torno do braço musculoso e o puxou de volta para a cama. - Está me deixando aqui sozinha? Eu quero você uma vez mais... 

  -Quer mesmo? Cuidado que você pode se arrepender... 

  -Que nada! Volte aqui que agora é por minha conta! 

   Com uma sonora gargalhada, Rodrigo jogou-se sobre ela, e Isadora passou as pernas ao seu redor, fazendo com que ele esquecesse as preocupações e afastasse do peito a opressão que sentia há um momento atrás.

   

   Algum tempo depois, exausta e sonolenta, ela saboreava a visão do corpo de Rodrigo, que parecia ter adormecido. Mas ele não adormecera. Na verdade, dedicava seus pensamentos a uma outra mulher.  Maria Antônia... Há  anos atrás se entregara de corpo e alma a ela, mas fora deixado de lado, trocado por um importante fidalgo português. 

  -Traidora! Vil sedutora... Como posso ainda estar ligado a ela...? - praguejou baixo, virando-se de lado.

 
Tema para Blogger Mínima 223
Original de Douglas Bowman | Modificado por BloggerSPhera